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6.1.13

Alex Turner e a sua Habilidade de ser Genial...


Nascido em 6 de Janeiro de 1986, Sheffield, Inglaterra, para os que não conhecem, Alex Turner (Alexander David Turner) é compositor, vocalista e guitarrista da banda de Post-Punk Revival Arctic Monkeys. Ao ganharem suas primeiras guitarras de Natal, Alex e seu vizinho Jamie Cook decidiram montar uma banda de covers juntamente com seus colegas de escola Andy Nicholson, que tocava baixo, e Matt Helders, que se tornou baterista, a banda começou a tocar com o nome de 'Bang Bang', e se destacou por cantar músicas famosas, por exemplo Led Zeppelin, com o sotaque de Sheffield. Não demorou para que começassem a compor suas primeiras canções, e assim nasceu o "Arctic Monkeys", nome tirado de um grupo na qual o pai de Matt Helders participava nos anos 70, segundo Alex, o nome passou de geração em geração, como uma receita.

Ao longo de seus 4 Álbuns, Arctic Monkeys teve um sucesso precoce, desde cedo as pessoas já compartilhavam suas primeiras demos, o publico já sabia todas suas letras nos seus primeiros concertos. Em seu primeiro lançamento pela Domino Records, em 2005 'I Bet You Look Good on the Dancefloor', foi direto para o primeiro lugar nas vendas de compacto simples do Reino Unido, com 38.962 cópias, no mesmo ano, Alex Turner foi considerado a quarta pessoa mais cool do planeta, e o homem mais cool do planeta também pela New Musical Express. Mesmo com o vazamento na Internet e o intenso compartilhamento de arquivos, o álbum de estréia Whatever People Say I Am, That's What I'm Not, lançado em 2006, alcançou o recorde de vendas. As 120 mil cópias no Reino Unido só no primeiro dia ultrapassavam a soma de todos os outros álbuns do "top 20" do país nessa data, e a primeira semana foi fechada como incríveis 363.735 cópias. Logo após lançaram Favourite Worst Nightmare (2007), Humbug (2009) e Suck it and See (2011), se mantendo sempre nas listas. Em 2011 Alex entrou para a Lista dos Mais Ricos do Reino Unido Com Menos de 30 Anos, ficando em 13º lugar, com um patrimônio estimado em £9,070,000, em uma pesquisa recente realizada pela rádio britânica XFM, Alex foi considerado o 10º melhor vocalista de todos os tempos e em setembro de 2012 foi considerado pela revista britânica New Music Express a 4ª maior personalidade da musica nos últimos 60 anos.


Não é de hoje que ouvimos alguém mais velho e mais experiente falando 'Não se faz mais música como antigamente', nem precisa ser necessariamente 'velho', qualquer pessoa que entenda realmente de música sabe que está longe de nascer realmente um novo 'Batles' ou nascer um 'John Lennon' e revolucionar tudo. Hoje em dia nos já vimos e ouvimos de tudo, acaba ficando difícil nos surpreender com alguma coisa, principalmente na música, eu me surpreendo com bandas novas na questão 'músicas boas e de qualidade', mas em questão de um som diferente e bom ao mesmo tempo, fazia um bom tempo que eu não ouvia. Alex Turner não criou o seu estilo, mas revolucionou e junto com o Arctic Monkeys conseguiu fazer algo fantástico musicalmente. O som sempre guiado pela bateria de Matt Helders e as quebradas de ritmo frequentes são características do som dos Arctic Monkeys, Alex é um letrista genial  suas composições nem sempre com um sentido único, as vezes sentimentais e profundas, se unem perfeitamente ao som da banda, e por incrível que pareça, sua voz combina com tudo o que ele canta, pode ser um cover do Beatles ou 'Diamonds are Forever' da Shirley Bassey, seja com a banda ou em um dueto com Miles Kane, Alex consegue ser genial e se destacar. Se houvesse uma reencarnação do John Lennon, haveria grandes chances de Alex ser ele!

Como já devem ter percebido, Arctic Monkeys, The Beatles e Bob Dylan são minhas bandas favoritas, se eu pudesse fazia um Blog e uma página no Facebook para cada um faria sem pensar duas vezes u_u Na verdade só do Beatles e do Bob Dylan, pq do Arctic Monkeys eu já tenho (vou colocar o banner com o link abaixo) e está muito bem obrigado! Enfim, para quem não conhece a banda, já está mais do que recomendado, pode ouvir qualquer música ou ouvir qualquer álbum, tudo vindo do Turner é genial!

Hoje é aniversário dele u_u Eu já ia fazer esse post, mas esse foi um motivo a mais
aUHAUHhuahuUHAUHuhaUHAUHuhauUHAHUuhaUHAUHa

6.12.12

10 Músicas do Blind Guardian que Todo Nerd Deve Ouvir...

Formada em meados de 1980, Blind Guardian é uma banda de Power Metal (no inicio da carreira 'Speed Metal') Alemã, dentre todas as bandas de Metal é a minha favorita, uma das primeiras do gênero que eu conheci ainda quando tinha uns 10 anos de idade, eu não costumo falar muito dela, aliás, nunca falei dela por aqui, apesar de planejar esse post faz um bom tempo, Blind Guardian é nada mais, nada menos do que uma das bandas de Metal mais Nerds de todos os tempos, além de muitas vezes se inspirarem em musica folk medieval, as letras da banda tem diversos temas que envolve a cultura Nerd, desde mitologia de Tolkien em geral a fábulas diversas, não farei uma biografia da banda mas sim uma lista das 10 Músicas do Blind Guardian que Todo Nerd Deve Ouvir ao Menos Uma Vez na Vida...


10 - Majesty
Logo de cara, a primeira música do primeiro álbum, 'Battalions of Fear', fala nada mais, nada menos do que O Senhor dos Anéis, com uma introdução que lembra um parque de diversões, seu inicio feroz e rápido e seu refrão em coral, Majesty embala a eterna batalha da Sociedade do Anel contra os perigos de sua jornada a Mordor, o álbum também contem as faixas 'Run for the Night', 'By the Gates of Moria' e 'Gandalf's Rebirth', todas baseadas na tão famosa obra de Tolkien.
"Caçado pelos Orcs, sem Gandalf para ajudar com as espadas da noite 

Oh! A última parte do jogo, decisão de morte e vida, 
sangue de Souron eles pedirão esta noite
O grito da batalha final."
09 - Valhalla
Em 1989 a banda lança seu mais novo, e segundo, álbum, e nele uma de suas músicas mais famosas, 'Valhalla', que obviamente fala sobre o épico Nórdico sobre a batalha que decidirá o destino do universo; Com um refrão chiclete e de fácil assemelhação, é repetido diversas e diversas vezes nos show da banda.
"No alto do céu, onde as águias voam

Morgray, o negro, assume o trono." 
08 - Lord of the Rings
O nome da canção já explica tudo, do álbum 'Tales from the Twilight World', particularmente um dos meus favoritos, 'Lord of the Rings' é um dos hinos da banda, com um ritmo mais leve e melódico a canção, o álbum é um dos que contem mais referências a obras das cultura pop, 'Tommyknockers' e 'Altair 4' falam sobre a obra de Stephen King 'The Tommyknockers', 'Goodbye my Friend' fala sobre o filme 'E.T.', e 'Lost in the Twilight Hall' fala sobre a épica batalha entre Gandalf e o Balrog em 'O Senhor dos Anéis e a Sociedade do Anél'.
"Um anel para a mão do Senhor da Escuridão, sentado em seu trono, na terra tão escura para onde eu devo ir"
07 - Time What is Time
Somewhere Far Beyond é sem duvidas o álbum mais conhecido do Blind, você provavelmente já deve ter visto alguém usando a camisa em algum lugar, é também um dos melhores, contem muitos dos maiores hits da banda, 'Time What is Time' é a canção que introduz o disco, com um solo de violão fantástico seguido por riffs de guitarra já característicos, a canção fala sobre o filme 'Blade Runner' e é uma das minhas canções favoritas.
"Replicante ou humano, eu sei o caminho a mostrar, o que eu vejo, o que irei encontrar? Saiba a resposta dentro de você, este é seu ultimo passo."

06 - The Bard's Song - In the Forest
Ainda em Somewhere Far Beyond, 'The Bard's Song - In the Forest' é sem duvidas a canção mais famosa e aclamada da banda, com um ar completamente folk medieval e um refrão em coro (ideal para cantar com seu grupo de rpg), simplesmente fantástica, independente de você ser metaleiro ou não, The Bard's Song agrada qualquer um, com seu som calmo e a voz de Hansi em uma junção perfeita, foi a primeira música que eu conheci deles. A canção seguinte do álbum é 'The Bard's Song - The Hobbit' e fala sobre as aventuras de Bilbo Bolseiro no livro do Tolkien 'O Hobbit'.
"O amanhã nos levará embora, longe do ar, ninguém jamais saberá o nosso nome, mas as canções do Bardo permanecerão, o amanhã o levará embora, o medo de hoje, ele desaparecerá em nossas canções mágicas."
05 -  Imaginations from the Other Side
A canção que dá nome ao álbum é sem duvidas a canção com mais referências da banda, em uma letra que fala sobre a transição de uma criança que se torna um adulto e perde todos os seus sonhos e fantasias, a canção fala sobre obras como O Mágico de Oz, Peter Pan, O Senhor dos Anéis, Alice no País das Maravilhas, Rei Arthur e As Crônicas de Narnia.
"Onde está o filho do oceano? Peter Pan estava em Mordor? [...] Que eu volte para Oz, eu encontrarei o Homem-Lata? Leão-Covarde onde está você?"
04 - Skalds and Shadows 
A Twist in the Myth de 2006, é um álbum com mais referências históricas do que fictícias, Skalds and Shadows é uma musica com a mesma proposta folk que 'The Bard's Song', e também um dos poucos videoclipes da banda, que é "100% NERD" "100% RPG" com direito a guerreiros, dragões e livros mágicos, a canção fala sobre a saga nórdica dos Volsungs, especificamente a história de Sigurd e Brunhilde.
"Tudo o que sempre quis é estar ao teu lado, nós alegramos o corvo, agora eu correrei através do fogo ardente, esta é a minha escolha..."
03 - Carry the Blessed Home
Ainda do Twist in a Myth, a banda mais uma vez faz uma homenagem a Stephen King, com a obre 'A Torre Negra', a canção fala sobre o protagonista Roland, o Atirador e Jake Chambers. Com um inicio calmo e um refrão bombástico de fácil assemelhação, essa é uma das melhores músicas do álbum!
"Cego meus olhos e eu ainda consigo ver através da névoa, para o final, lá enfrentarei o que mais temo."
02 - War of Thrones
Após homenagear escritores como Tolkien e Stphen King, em 2010 chegou a vez de homenagear George R. R. Martin e sua mais nova e épica saga 'As Cronicas do Gelo e Fogo', ou 'Game of Thrones' para os viciados em séries, por ser fã da banda, não consigo decidir qual é a minha musica favorita, porém 'War of Thrones' é a que eu mais arrisco em ser a primeira, com o tempo, a banda evoluiu principalmente em suas musicas mais Folks e 'War of Thrones' está no topo junto com 'Curse my Name' do mesmo álbum. 
"Tudo que eu sempre vejo é ascensão e queda quando a guerra dos tronos começa"  

01 - Nightfall in Middle-Earth
De 1998, Nightfall in Middle-Earth não é uma canção, mas sim um disco que tem todas as musicas inspiradas no 'Antigo Testamento' dos Nerds e 'Bíblia' dos fãs de Tolkien, 'O Silmarillion',  o disco contem um total de 22 faixas que contam todas as histórias do livro, seus heróis e vilões, entre musicas de bardos, metal pesado e faixas somente com guerreiros gritando em uma batalha, Nightfall in Middle-Earth é o essencial para todos os Nerds e fãs da boa música, contém canções impecáveis como 'The Eldar', 'Nightfall', 'Mirror Mirror', 'Noldor' entre muitas outras, é a obra definitiva da banda!

23.8.12

Onde está Neil Gaiman quando precisamos dele?


Não é de hoje que sabemos que Neil Gaiman é um dos maiores mestres dos quadrinhos e da literatura em geral, autor de uma das obras mais premiadas e aclamada 'Sandman' da Vertigo Comics, Neil espalhou suas influências por todo o mundo, já trabalhou com gênios como Allan Moore e Terry Pratchett, sem duvidas podemos afirmar que ele é simplesmente FODA! E é claro que um gênio que inspira há várias gerações como esse não poderia passar batido de receber diversos tributos pelo mundo, Where's Neil When you Need Him (Onde está Neil quando você precisa dele?) é uma compilação de tributos musicais a Gaiman pelo mundo, bandas que embalaram canções inspiradas em suas famosas obras, foi lançado em 18 de Julho de 2006 pela Dancing Ferret Discs, a capa é feita pelo seu eterno parceiro Dave McKean, o disco reúne faixas de bandas de várias partes de mundo em ritmos que vão desde o Punk, Pop ao Gothic Rock, um álbum que agrada todos os gêneros, sem duvidas deve ser escutados pelos amantes da boa musica e mais ainda pelos amantes do trabalho do gênio! 

A lista de música e suas respectivas obras de tributo:



  • Rasputina - "Coraline" (Coraline)
  • ThouShaltNot - "When Everyone Forgets" (American Gods)
  • Tapping the Vein - "Trader Boy" (The Day I Swapped My Dad For Two Goldfish)
  • Lunascape - "Raven Star" (Stardust)
  • Deine Lakaien - "A Fish Called Prince" ("The Goldfish Pool")
  • Thea Gilmore - "Even Gods Do" (American Gods)
  • Rose Berlin featuring Curve - "Coraline" (Coraline)
  • Schandmaul - "Magda Treadgolds Märchen" (The Sandman)
  • Hungry Lucy - "We Won't Go" (The Wolves in the Walls)
  • Voltaire - "Come Sweet Death" (Death of the Endless)
  • Future Bible Heroes - "Mr. Punch" (Mr. Punch)
  • Razed in Black - "The Endless" (The Endless de Sandman)
  • The Crüxshadows - "Wake the White Queen" (MirrorMask)
  • Ego Likeness - "You Better Leave the Stars Alone" (Stardust)
  • Azam Ali - "The Cold Black Key" (Coraline)
  • Joachim Witt - "Vandemar" (Neverwhere)
  • Tori Amos - "Sister Named Desire (New Master)" (Sandman) 




  • 15.8.12

    The Darkness - Hot Cakes, Finalmente o novo álbum!

    Clique na Imagem para ver a capa completa :)

    A banda inglesa liberou neste mês para o publico o novo álbum de inéditas na íntegra, o The Darkness estava parado desde 2006, após a saída do vocalista Justin Hawkins, que abandonou a banda com problemas de saúde. O The Darkness explodiu em 2003 com seu álbum de estreia, Permission to Land, se tornando um sucesso mundial, em 2005 fizeram seu segundo álbum, One Way Ticket to Hell... And Back, que foi um fracasso em relação ao primeiro e embalou poucos hits, finalmente após longos seis anos a banda volta com um novo álbum, nomeado de Hot Cakes.

    O Álbum abre com a agitada Every Inch for You, a canção de fácil assimilação ao titulo mostra que Justin Hawkins está a todo vapor com seus agudos, o som da banda continua seguindo o mesmo Glam Rock dos álbuns anteriores, após vêm Nothin's Gonna Stop Us e With a Womam, a primeira com um ritmo mais melódico e mais uma vez um refrão de fácil assimilação, a faixa seguinte, Keep Me Hangin' On, é mais calma e ritmada, em relação ao refrão não há muita mudança e continua consistindo na repetição do titulo. Um dos pontos fortes do álbum são as baladas, a faixa 05, Living Each Day Blind, tem uma pegada mais leve com um ápice no refrão, Evebody Have a Good Time e She Just A Girl Eddie seguem a mesma linha das primeiras faixas, a balada Forbidden Love segue a linha de Livin Each, com uma introdução melódica e o ápice no refrão. As outras faixas têm o mesmo segmento agitado e ritmado das primeiras canções, com exceção das musicas Love is Not The Answer e I Can't Believe It's Not Love que seguem o estilo mais balada.

    Ao longo de 15 Faixas, o The Darkness mostra que ainda está em forma, infelizmente eles ainda não conseguiram fazer um álbum para bater ou igualar com o primeiro, porém Hot Cakes trás a banda a um ritmo mais próximo do Permission to Land em relação ao fracasso do álbum anterior, eles tentam embalar canções com refrões grudentos e repetitivos nas primeiras faixas sem muito sucesso, pelo menos na minha opinião, as baladas e musicas mais melódicas são o ponto forte, resumindo, é um álbum regular, melhor que o fracasso do segundo e abaixo do sucesso do primeiro, é agitado e explosivo, me deixa feliz em ver que a banda está voltando e ainda sonho em vê-los embalando outro álbum épico como o primeiro!

    Lembrando que a banda abrirá o show da Lady Gaga no Brasil em Novembro.

    Confira The Darkness - Hot Cakes na íntegra: Aqui



    6.7.12

    Resumo da Semana : Submarine (2010)

    Voltando a Postar aqui depois de uma demorinha básica ¬¬" eu havia dito antes que todos os filmes do Resumo da Semana desses meses seriam sobre filmes do Johnny Depp em homenagem ao mês do seu aniversário, que foi mês passado, mas acabei de ver um filme que é aquele tipo de filme que você pode dizer que 'mudou a sua vida', não é grande coisa pra muitos mas pra mim foi muito importante e como o Blog é meu eu vou abrir essa exceção e fazer um post sobre ele carai u_u (até pq esse filme me deu uma inspiraçã do caramba pra postar, desenhar, escrever, compor....) Então vamos lá \ô/

    Antes de Tudo: O post a seguir é a minha interpretação e opinião do filme, a opinião é minha, então não venha criticar dizendo que eu estou errado em achar o filme ótimo!

    Oliver Tate é um estudante de 15 anos que como todo adolescente de sua idade tem seus temores e descobertas, Oliver é um jovem meio neurótico e possui uma visão do mundo muito peculiar, o filme narrado em primeira pessoa nos-ajuda a entender bem seus pensamentos, em um dos momentos mais engraçados Oliver simula em sua mente qual seria a reação de todos se recebessem a noticia que ele morreu e em outro momento ele comenta que deve praticar o ‘bulling’ para poder se lembrar que era forte na juventude quando for velho e fraco. Oliver mora junto com seus pais em uma grande casa perto da praia. O filme se passa como um livro, em capítulos, prólogos e epílogos, sempre com paisagens lindas e bem dramáticas ao som inconfundível de Alex Turner (que falarei mais adiante). No inicio o foco maior é mostrar a vida solitária de Tate e mostrar suas manias e pensamentos. 

    Tudo está normal até o dia que ele começa a namorar uma menina de seu colégio chamada Jordana, Oliver, sempre visionário e minimalista, descobre o amor e se deixa levar em um romance adolescente efêmero, porém necessário para o desenvolvimento do humano, com intrigas que ele mesmo valoriza e desvaloriza, e momentos como o primeiro beijo e o momento de perder a virgindade, assim se desencadeia uma metáfora do amor nessa época tão conturbada e indefinida da adolescência. O filme chega a seu clímax quando Oliver percebe que seus pais estão prestes a romper seu casamento ao mesmo instante que o relacionamento dele e de Jordana estão dando um importante passo, o jovem acaba tendo que decidir em salvar seu relacionamento ou o de seus pais, o filme sempre sentimental e dramático, com um certo suspense, faz com que os momentos de humor sejam únicos, o desfecho é bem sucedido e não força a barra, se eu continuar contando estarei dando spoilers e quero muito que assistam ele, é bem difícil de se achar, acho que ainda não tem versão Brasileira em DVD, mas se souberem procurar vocês podem baixar e agora que o Megaupload vai voltar espero que essa obra fique mais famosa entre os amantes do cinema.

    Baseado no livro de Joe Dunthorne, o filme é dirigido por Richard Ayoade e tem o astro Ben Stiller na produção, foi aclamado pela crítica e sua trilha sonora alcançou o 35° lugar no UK Album Chart.



    É claro que Submarine não apareceu na minha lista do nada e o motivo de eu assistir ele também é um dos pontos muito importantes até mesmo do decorrer da obra, Alex Turner, para quem não conhece, o vocalista do Arctic Monkeys, o cantor se aventura em uma carreira solo na trilha desse filme, para quem não sabe, o Monkeys é uma das minhas bandas favoritas e achei a citação desse filme na videografia da banda, eu já sabia que em questão de trilha o filme ia ser além do esperado, que combina perfeitamente com cada momento até mesmo na tradução das letras e a minha crítica final da obra foi além do esperado, já que agora Submarine está no meu Top10 de favoritos. Então é isso, já dei bons motivos para assistirem ele (ou não), abaixo vou colocar um link de uma das musicas com algumas cenas, então até a proxime e não esqueçam de comentar please!


    Para quem não entendeu onde está o link clica na imagem seu puto ¬¬"



    26.6.12

    "Nothin but a Good Time" O Rock n' Roll de Rock of Ages...


    Há alguns anos atrás Adam Shankman (Hairspray) planejava adaptar para o cinema o musical da Brodway Rock of Ages, algum tempo se passou e as coisas deram certo, Chris D'Arienzo, criador do musical, escreveu a adaptação e diversos diversos produtores foram contratados. Com a produção confirmada começou então o processo de contratação do elenco, para começar, os produtores chamaram o astro Tom Cruise para viver o roqueiro Stacee Jaxx, o papel foi aceito, em seguida astros como Alec Baldwin e Russell Brand aceitaram também o papel na produção e assim o filme ganhou cartazes, trailers e data de estreia, sendo uma das promessas do ano.

    A trama conta a história de Drew Boley, um adolescente de 22 anos que parte para Los Angeles em busca de seu sonho de ser um musico famoso. Na cidade ele conhece em uma casa noturna chamada Rock of Ages uma garota chamada Sharrie, os dois se apaixonam e tentam permanecer juntos em meio aos hinos do rock da década, entre eles Journey e Styx a Twisted Sister e Poison. 

    Veja o Trailer:

    O filme terá estreia em 17 de Agosto no Brasil.


    5.5.12

    O Rockabilly no Cinema...

    Em meados dos anos 50 o Rock n' Roll surgia com rebeldia e atitude, com suas jaquetas de couro e rebolados obscenos de Elvis e Chuck Berry (para a época é claro) as bandas Rockabilly arrasavam festas e eram eternamente odiadas pela sociedade 'careta', é claro que a nossa maioria não teve a sorte de nascer nos anos 50 ou coisa parecida, então nos resta apenas as imagens, discos e é claro, os filmes... Então vamos aos Melhores Filmes Rockabilly!

    Cry Baby (1990)




    Com Johnny Depp na flor da idade no papel principal, Cry Baby sem duvidas é um dos filmes que nos remete aos anos 50 com perfeição. 'Cry Baby' Walker é um jovem BadBoy que se apaixona por Allison Vernon-Williams, um garota de classe alta e 'careta', mas é claro que essa paixão não seria tão simples assim, a família de Allison é totalmente contra ela estar perto de um delinquente-juvenil como Walker. O filme é uma comédia romântica musical, com muita rebeldia e Rock n' Roll.

    O Garoto de Liverpool (2009)


    Adaptação de Imagine This: Growing Up With My Brother John Lennon o filme nos mostra toda a história do adolescente solitário John Lennon e suas relações com sua Tia, sua mãe que o abandonou quando pequeno e com o amigo Paul McCartney, além de nos-levar ao primórdios dos Beatles. O filme demonstra bem toda a época apesar de focar mais o drama de John, O Garoto de Liverpool teve sua estreia mundial em 29 de outubro de 2009 na noite de encerramento do Festival de Cinema de Londres.

    Johnny e June (2006)


    Nos levando ao coração do Astro Johnny Cash e seu amor por June Carter, Johnny e June nos mostra todo o inicio e o sucesso de Johnny, desde sua juventude em uma fazenda de algodão até o início do sucesso em Memphis, onde gravou com Elvis Presley, Johnny Lee Lewis e Carl Perkins. O filme relata os dramas, toda a rebeldia de Johnny e seu difícil amor com a estrela June Carter, com muito Country, Rockabilly. 

    Juventude Transviada (1955)





    Uma Obra-Prima do cinema, estrelando James Dean como Jim Stark, um rebelde encrenqueiro que vive se metendo em brigas. Jim acaba indo morar com seus pais em Los Angeles, lá ele forma laços de amizade com Judy e Platão. O filme trata de temas como problemas familiares, delinquência e também de homossexualidade, sem duvidas um dos maiores sucessos do tema.

    O Selvagem da Motocicleta (1983)


    Mais Rebeldia. O drama dirigido por Francis Ford Coppola conta a história de Rusty James, um jovem que vive a sombra de seu irmão, um Motoqueiro temido. O filme tem ênfase nas gangues dos anos 50/60, filmado com maestria em preto e branco e com relances em cor, O Selvagem da Motocicleta possui um elenco de peso com o jovem Nicolas Cage, Matt Dillon, Mickey Rourke e Dennis Hopper. Um clássico Cult.

    A Fera do Rock (1989)


    A Fera do Rock conta a história de uma das figuras mais importantes da história do rock, Jerry Lee Lewis, um talentoso músico indisciplinado, um alcóolatra e um amoroso marido que as vezes bate na mulher, o filme mostra todo o inicio do Rock com muita música a partir do sucesso de Jerry, é mostrado seus dramas, amores e o escândalo do casamento com a prima de apenas 13 anos. Sem duvidas um clássico, estrelado por Dannis Quaid no papel principal.

    2.5.12

    Resumo da Semana : A Todo Volume (2008)

    Quando os Mestres Falam, Devemos Parar para Ouvi-los...


    Reunindo três grandes ícones da Guitarra, It Might get Loud, no Brasil, A Todo Volume, é um documentário de Davis Guggenheim (Uma Verdade Inconveniente) estrelando nada mais nada menos que o Guitarman do Led Zeppelin Jimmy Page (em cena pela primeira vez), o multi-instrumentista do White Stripes Jack White e The Edge, compositor e guitarrista do U2, unidos para falar sobre um assunto 'O Fascínio e Paixão pela Guitarra'. 


    O documentário começa com Jack mostrando que basta pouco mais de um toco, pregos e uma garrafa para fazer o corpo de uma guitarra, no decorrer do filme, somos apresentado as vidas de cada um dos nossos astros, todos em uma sala montada em um barracão, reunidos falando sobre a paixão pela guitarra, suas raízes, influências e estilos, sempre com bom humor e, como já diz o título, a todo volume. O filme nos mostra todo o processo de composição de cada um, mostrando o que há de singular em seus estilos e como eles contribuíram para definir o som de suas bandas - e do rock dos últimos 40 anos. Os três fazem uma Jam com os maiores clássicos de cada banda. O Filme é impecável e consegue fazer com que o espectador viaje as raízes do rock, ao mundo de Jack White, purista, o homem do campo, o nostálgico, que prefere pegar uma guitarra tosca e extrair dela uma espécie de autenticidade, Jimmy Page, o representante dos anos 70 (mostrando que está aberto as novidades) e The Edge, experimentalista, racional, com seus efeitos de pedal e eletrônica, um filme imperdivel para os fãs da boa musica! 

    6.4.12

    GRUNGE: Amor...Ódio e Rock n' Roll!!!


    Nesta Quinta-Feira 05 de Abril de 2012, completa 10 Anos da Morte de Layne Staley e 18 anos da morte de Kurt Cobain, ambos vocalistas das respectivas bandas Alice in Chains e Nirvana, sem duvidas os maiores heróis do Grunge, mas afinal, o que é Grunge? Então lá vamos nós com mais um Post... \ô/


    No final da década de 1980 a cena musical americana de Los Angeles e Nova York estava em alta, a musica Pop criava sua bola de neve crescendo cada vez mais na mídia, em meio a toda a moda, sexo, drogas e Rock n’ Roll de LA e NY, em Washington, mais precisamente em Seattle, algo pesado, sujo e sarcástico ocorria naquela cidade monótona de cenário musical ativo esquecida pela mídia, fundindo elementos do Hardcore, Punk e do Heavy Metal, aquela cidade realmente estava fazendo barulho, não queriam mídia, não queria fama, naquela cidade aqueles jovens só queriam tocar e se divertir com aquela brincadeira mórbida iniciada nos anos 80 e consolidada no inicio dos 90, nos anos 80 em LA e NY eles brincavam de fama, em Seattle eles brincavam de Grunge. 

    Inspirado por bandas como The Fartz, The U-Men, 10 Minute Warning, The Accüsed, Fastbacks e The Melvins, o Grunge cresceu na onda Punk Rock local, geralmente caracterizado pelo som com alto nível de distorção na guitarra e suas letras cheias de angústia e ódio, os festivais explodiam naquela cidade, com bandas como o Mudhoney, Soundgarden e Green River, entre muitas outras, o Grunge começara a chamar certa atenção, influenciados desde o Hard Rock ao Heavy Metal e ao som de Neil Young, as bandas Grunge ganhavam mais força com o passar dos anos.

    CLIQUE NA IMAGEM PARA OUVIR "Mudhoney - Let it Slide"
    O Grunge começou a chamar atenção, um estilo novo até então, embalados por grandes sucessos como Soundgarden e Alice in Chains, sem perder tempo, a gravadora independente Sub-Pop passou a investir no cenário Grunge gerando bons frutos. A cena não via isso com bons olhos, afinal, eles tocavam para se divertir e não vender discos e ficar ricos. A mídia então virou seus olhos para Seattle, entrevistas e artigos em revistas e jornais ajudaram a deixar o estilo conhecido em outras áreas do mundo, novas bandas começaram a surgir e o Grunge agora estava em grande exposição;
    "Foi realmente ruim. Bandas falsas foram aparecendo aqui, as coisas não estavam vindo de onde estávamos vindo." - Steve Turner (Mudhoney) -

    Formada em 1984 Soundgarden foi a primeira banda Grunge a assinar com uma grande gravadora, integrando a lista da A&M Records em 1989, o Grunge estava saindo do anonimato, bandas como Alice in Chains já estavam com grandes contratos e fazendo varias turnês. Foi em 1987 que o ainda não tão aclamado Nirvana, criado pelo vocalista e guitarrista Kurt Cobain e pelo baixista Krist Novoselic, descontentes com a gravadora Sub-Pop, que até então haviam lançado seu primeiro álbum Bleach de 1989, aconselhados por Kim Gordon, Baixista e Vocalista do Sonic Youth, o Nirvana assinou com a DGC Records em 1990. A banda começou as gravações para o seu mais novo álbum que viria a se chamar Nevermind, a DGC Records famosa por lançar Goo do Sonic Youth esperava vender apenas 250,000 cópias com o lançamento. Lançado em 10 de Setembro de 1991, o primeiro single chamado Smell Like Teen Spirit impulsionou o sucesso do álbum que até então poucas bandas do gênero haviam atingido, graças também a transmissão do videoclipe da canção na MTV, foi então que em 24 de setembro de 1991 o Nevermind fora lançado atingindo marcas inabaláveis nunca antes atingidas por bandas do gênero, esperado a vender somente 250,000 cópias, o Álbum já havia atingido 400,000 cópias por semana nos EUA, em janeiro de 1982 já estava em Primeiro Lugar nas paradas de álbuns da Billboard (tirando Dangerous de Michael Jackson do topo) o disco liderava também em vários outros países e viria a vender mais de 8.5 milhões de cópias nos Estados Unidos. Da pacata cidade de Seattle aquele estilo barulhento e sujo, antes escondido pela mídia, estava agora no topo, era inimaginável.

    CLIQUE NA IMAGEM PARA OUVIR "Soundgarden - Black Hole Sun" OU "Nirvana - Smell Like Teen Spirit"
    Seattle agora era "a nova Liverpool", com o Nevermind o Grunge agora era uma parte essencial para o mundo da musica, o Álbum estabeleceu a viabilidade comercial e cultural do rock alternativo em geral, tudo havia mudado, e exemplos como o Glam Rock caiu em desgraça diante da música autêntica e culturalmente relevante.
    "Grunge é muito agora.
    ele é jovem, vital e sujo.
    ele está com raiva e ainda positivo.
    Não é Punk, porém,
    Punk era negativo e muito
    químico. Grunge
    é mais orgânico"
     
    - Desconhecido -
    Iniciada em 1990 em também Seattle, após a dissolução da banda de Grunge Mother Love Bone, Pearl Jam veio a lançar seu álbum de estreia Ten um mês antes do lançamento do furacão Nevermind, no inicio o disco não veio a ter grande sucesso, porém no ano seguinte com a febre de Seattle no mundo da musica o Álbum de estreia da banda chegou ao aclamado 2º lugar nas paradas da Billboard. A popularidade Grunge só aumentava e álbuns como Badmotorfinger, do Soundgarden e Dirt, do Alice in Chains  também estiveram entre os 100 melhores álbuns mais vendidos de 1992, na época muitas bandas se mudavam para Seattle em busca do também estrelato, e aquela cidadezinha pacata de Washington agora era um grande centro comercial da musica alternativa. 

    Não demorou muito para o Grunge se tornar sinônimo de modismo, todos queriam ser "Grunge", com a popularização logo veio à influência no mercado que agora faturava com sua “Moda Grunge”, acessórios como Bonés de Malha de Esqui e Camisas de Flanela estavam em alta. Mas para aquele estilo antes que visava somente a diversão e o prazer em tocar, o modismo não era visto com bons olhos, incomodando muitos artistas do estilo, em meados de 1992 se teve inicio a uma certa reação contra o Grunge em Seattle. 
    "Famoso é a última coisa que eu queria ser." - Kurt Cobain (Nirvana)
    O Pearl Jam e o Nirvana sentiam o peso da fama, o Nirvana com In Utero e o Pear Jam com o Vs. que atingiu o recorde de 950,378 cópias em sua primeira semana de lançamento, ambos de 1993, atingiram mais uma vez o topo das paradas.

    Durante a década de 90 surgira o Post-Grunge, um gênero comercialmente mais viável por suavizar as guitarras distorcidas do Grunge com uma produção mais polida, preparada para o rádio, com bandas como Oasis e Blur no Reino Unido surge o Britpop com toda a sua beleza e juventude que iam totalmente contra o domínio Grunge. Muitas bandas do estilo, antes famosas, foram perdendo sua força, Kurt Cobain massacrado pelo sucesso lutava contra o eterno vicio em Heroína e após uma overdose começaram rumores sobre o fim da banda. Em abril de 1994 Kurt se suicida com um tiro na cabeça em sua casa em Seattle, o mundo estava em luto, o Grunge estava em declínio, o tão aclamado Nirvana estava desfeito. Pearl Jam entrou em guerra contra a empresa Ticketmaster que produzia muitos de seus shows até então, o Alice in Chains continuou em ativa, porém em 2002 seu vocalista Layne Staley morre de Overdose e é substituído por William DuVall, Soundgarden e o Screaming Trees lançam seus últimos álbuns de estúdio, respectivamente, Down on the Upside e Dust, Soundgarden se separa no ano seguinte.

    Apesar do declino, bandas como Pearl Jam e Alice in Chains continuaram obtendo um sucesso considerável, mesmo após o fim do Nirvana a banda continuou com seu sucesso, Stone Temple Pilots e o Soundgarden se reuniram respectivamente em 2008 e 2010.

    CLIQUE NA IMAGEM PARA OUVIR "Alice in Chains - Would?" OU "Pearl Jam - Even Flow"
    Então é isso, o Grunge até hoje divide opiniões, alguns amam e outros odeiam e acham que os anos 90 foram os piores anos, mas isso é assunto para algum próximo post ;D
    Desculpem pelo atraso T_T o post era pra ter saído 05/04, que Absurdo u_u
    Espero que tenham gostado não esqueçam de comentar com a sua opinião sobre esses anos de fúria. 
    Para se atualizarem sobre as próximas postagens nos sigam pelo Facebook ou pelo Google 
    Até a Proxima!!!

    25.3.12

    "...um em um milhão..." Clichês, Macacos e Mamutes...


    Nesse Sábado dia 24/03 fui ao cinema ver John Carter Entre Dois Mundos (ou Conan do Espaço), adaptação de Uma Princesa de Marte, obra do mesmo criador de Tarzan, Edgar Rice Burroughs, sem duvidas o filme divertiu bem, ele conta a historia de John Carter, um humano que através de um objeto magico é enviado para Marte, ou Barsoom, onde a gravidade faz com que ele se torne um ser incrivelmente poderoso que pode dar grandes saltos e ter grande força, em Barsoom existem extraterrestres de quatro braços, guerreiros RPG, macacos gigantes, princesas, entre outras coisas, o resto é John tentando voltar para a Terra e salvar Barsoom da tirania, enfim, para quem busca um enredo com muita ação, heróis, vilões, seres mágicos, guerras, aventura, extraterrestres e comedia (afinal, estamos falando de uma produção da Disney) John Carter Entre Dois Mundos é um prato cheio, mas sinto desapontar aqueles que buscam uma historia 100% original com fatos únicos na qual você possa falar para os amigos “É Incrível, Isso Não Tem Em Nenhum Canto!”, John Carter apesar de ser uma história bem antiga, para os dias de hoje em que já nos impressionamos e nos surpreendemos com tudo, podemos dizer que ele acaba se tornando Clichê, claro que foi um dos pioneiros do segmento, mas é sobre isso que eu venho falar, afinal, o que realmente é inovação no mercado e o que são os terríveis clichês?


    Clichê ou Cliché: Uma ideia relativa a algo que se repete com tanta frequência que já se tornou previsível dentro daquele contexto, exemplo, em romances, filmes e telenovelas, "o mordomo é sempre o culpado do assassinato do patrão", "o herói no final mata o vilão" etc.

    Não é de hoje que historias com a mesma base de John Carter fazem sucesso no mundo pop, um herói improvável, rebaixado, humilde, ou diante de seres incríveis é apenas um humano, que consegue atos incríveis derramando ao publico doses de Autoestima, força de vontade e superação, por exemplo, Naruto era excluído de todos e órfão, Anakin Skywalker era apenas um garoto humilde, Frodo pertence a uma raça considerada fraca e desconhecida, Yusuke Urameshi era apenas um Badboy, Harry Potter era apenas um garoto normal e órfão, entre muitos outros, Apesar de clichê, sem duvidas é um segmento que até hoje produz grandes sagas. Ao assistir John Carter percebemos grandes semelhanças com Avatar, um humano que vai para outro planeta, conhece uma princesa que por causa dela decide adotar a sua causa e salvar seu mundo dos adversários, não li os livros de Uma Princesa de Marte para falar “mas a história original é beeeem diferente da contada no filme...”, mas vocês entendem onde eu quero chegar, até onde um clichê pode estragar e melhorar uma história?

    Um grande exemplo de pessoas que souberam aproveitar um clichê, é uma das maiores, se não a maior e mais aclamada revista que trata de publicações de mangá no Japão, a Weekly Shōnen Jump, o mote da revista é “Esforço, Amizade e Vitória”, sagas de jovens tentando se superar e atingindo seus objetivos, levado a risca por seus autores, dão ao mercado o que o publico realmente quer, o mote da revista é o seu pote de ouro no fim do arco-íris, porém, apesar do clichê, o que diferencia são os temas seguidos, desde ninjas há guerras contra extraterrestres, o traço limpo, cenários detalhados, muita ação e speedlines, sem duvidas um grande exemplo de clichê que fora aproveitado de modo sábio e levado a sério, pois Mangás são uma fonte de renda extrema e séria para o país.

    Em O Senhor dos Anéis podemos notar uma inovação em um clichê, Frodo é um herói improvável que tem o destino do mundo em suas mãos, um anel de poder que precisa ser destruído nas chamas da Montanha da Perdição onde ele fora forjado, e com isso todo império do mal chegaria ao fim, o anel maligno tem poder de corromper quem o carrega, então no ultimo momento, a beira da montanha da perdição quando Frodo finalmente vai jogar o anel nas chamas do vulcão ele decide que não quer fazer isso e agora o anel é dele, Gollum que também desejava o anel salta nele e arranca o anel junto com o seu dedo caindo na lava do vulcão, resumindo, no final da jornada o Herói não salvou o mundo e fora corrompido, e o vilão em um ato de maldade acaba por destruir o Anel salvando a todos, Tolkien surpreendeu a todos, esse sem duvidas é um grande exemplo do que podemos chamar de inovação em um suposto clichê; Em certos casos é errado julgar um filme se é bom ou ruim pelo seu clichê, pois, como na Shonen Jump, o importante é o conteúdo, que se for feito de forma certa pode trazer muita prosperidade a história.

    Chegamos à resposta da questão “Até onde um clichê pode estragar e melhorar uma história?”, mas O que acontece com todos os filmes clichês sem inovação que cansamos de ver? O que á de errado com seu publico, por que isso acontece?


    Segmentos que muita gente não aguenta mais nem ouvir falar são encontrados em filmes de ação, a velha história da mulher que é raptada ou assassinada fazendo com que seu namorado ou marido fodão busque vingança e vá quebrar a cara de todos os mal caráteres que mexeram com ela (Steven Seagal sabe bem como é), é um exemplo de clichê tão usado que precisaria de um grande diretor para inova-lo, sem duvidas a culpa são diretores que visam mais o lucro do que realmente a alma da história, tratando seu publico como macacos, “eles gostam de vingança, dê vingança a eles” e isso sem duvidas é algo muito comum no mercado, achar realmente a inovação é um papel difícil e que muitos até mesmo agem com certo preconceito, só conseguimos ver grandes inovações no cinema, da maioria das vezes em filmes desconhecidos, independentes, estrangeiros, e de baixo custo, escondidos das massas pelo imperialismo americano sempre com clichês, explosões, atores famosos e efeitos especiais e tudo aquilo que eles tentam nos-empurrar. Nesse fato percebemos que as massas estão alienadas ao que empurram a elas, e das mesmas, acabam se fechando a não aceitar inovações e acabam se conformando com isso (quem nunca ouviu velhotes falarem que só assistem ou escutam coisas se forem dos anos 80 para baixo ou gente que só assiste filme se for americano e de ator famoso? e quem nunca ouviu "Odeio filme Brasileiro!!!"?), sei que muitos de vocês que concordam com essa opinião estão de mente aberta e livres desse “imperialismo” e alienação, mas infelizmente ainda somos minoria e assim o mundo se segue com seus mamutes e macacos.



    Então é isso, Obrigado a Todos Pelas Visitas \ô/
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    Inté a Próxima!!!